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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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A ROCHA DESCONHECIDA QUE PODE ABRANDAR AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Mäyjo, 28.09.15

A rocha desconhecida que pode abrandar as alterações climáticas

Chama-se olivina, é uma rocha com um aspecto esverdeado e pode ajudar a salvar o mundo. Como? Ela tem um superpoder secreto: pode retirar o CO2 do ar e sequestrá-lo, sendo uma aliada da luta contra as alterações climáticas.

Segundo o Grist, é esta teoria que o geoquímico Olaf Schuiling defende há décadas. Ao utilizar a olivina para vários produtos, desde superfícies, estradas, parques infantis ou até praias, podemos remover carbono suficiente da atmosfera para abrandar a taxa de alterações climáticas.

Segundo uma análise, uma tonelada de olivina pode retirar da atmosfera cerca de dois terços de toneladas de CO2. Interessante, sem dúvida, mas será necessária bastante rocha para que todos os nossos problemas atmosféricos fiquem resolvidos.

“Deixemos que a Terra nos ajude a salvar a Terra”, explicou Schuiling ao Grist. Os cépticos desta estratégia avisam que precisaríamos de 20 anos para que a olivina comece a fazer a diferença. Por outro lado, a sua retirada do solo e distribuição emitiriam, elas próprias, emissões proibitivas. Mas Schuiling rejeita a afirmação.

“A indústria extrai e transporta grandes quantidades de carvão, petróleo e gás, por isso se a sociedade decidir que a geoengenharia é necessária, por que razão não fará o mesmo com a olivina? A quantidade anual necessária é cerca de 3.000 Hoover Dam – barragem de Hoover, uma das maiores do mundo – e está disponível no mundo. Não é algo inimaginável”, explicou o cientista.

A ideia de Schuiling chegou à Holanda, porém, que utilizou olivina na construção de caminhos e jardins. A responsável por estes projectos é a empresa holandesa greenSand, que recebe olivina de Espanha.

Noutros locais da Europa, vários investigadores procura perceber se a ideia de espalhar olivina no fundo do mar ou até em plantações agrícolas faz sentido.

Foto: James St. John / Creative Commons